Ainda nem aterrou no Aeroporto de Estocolmo e, sem saber, o turista já está a contribuir para um mundo melhor. Na hora de aterrar não sentirá nada de especial, mas a companhia aérea sueca garante que aqui as aterragens são "verdes". Ou seja, lançam menos poluição e gastam menos combustível. Com a tecnologia green landing, o avião aterra de forma mais suave e o ruído também é muito menor. Por cada viagem, poupam-se 500 quilos de CO e 20% do combustível.Esta é apenas uma das muitas tecnologias que a Suécia tem desenvolvido nos últimos anos com o objectivo de causar menos danos ao ambiente e promover a sustentabilidade. Preocupação essa perfeitamente interiorizada pelos suecos e que não carece de previsões catastróficas como as do aquecimento global para se traduzir em práticas diárias. Há décadas que os suecos se empenham arduamente na preservação do ambiente e na procura de soluções que lhe causem o menor impacto possível. Isto porque estão perfeitamente convencidos de que a sua acção faz a diferença.As práticas ambientais encaixam- -se na rotina de cada um e nem o turista que por aqui passa uns dias tem hipótese de lhes escapar. No aeroporto, na hora de apanhar um táxi, pode optar por uma viagem mais ecológica e seguir num dos muitos veículos limpos disponíveis na cidade. Carros eléctricos, híbridos ou movidos a biocombustíveis estão em franco crescimento na Suécia. Mas aqui os incentivos são grandes e o exemplo vem de cima: quem tem carro limpo não paga estacionamento e quase todos os membros do Estado circulam num.Mesmo com a discussão da sustentabilidade da produção de biocombustíveis na ordem do dia, agravada pela grave crise alimentar mundial, os suecos continuam a apostar nestes veículos, não ignorando a necessidade de investir numa segunda geração mais sustentada de biocombustíveis. Se a opção no táxi for verde, a entrada na cidade será gratuita. Caso contrário, o motorista pagará uma taxa ao passar por um dos 18 radares colocados nas entradas da capital. É assim há seis meses, a cada entrada e saída, desde que os suecos se pronun- ciaram, em referendo, a favor desta opção. A excepção é a noite, e durante o dia o valor varia consoante a hora, nunca excedendo os seis euros. Apesar de ainda não ser possível apurar as melhorias em termos de poluição, os resultados superaram as expectativas: o tráfego automóvel desceu 10 a 20% e mais 50 mil pessoas passaram a usar os transportes colectivos, explica a responsável ambiental do município. Para tornar mais eficaz esta opção, foram postos a circular mais 120 autocarros, a que se juntam os muitos eléctricos, a extensa rede de metro e as inúmeras ciclovias. Na hora de escolher o hotel, o turista pode optar por um que já tenha tradição ambiental. Na cadeia Scandic, os pequenos almoços podem ser 100% biológicos e o camarão foi retirado das ementas, para preservar a espécie. As garrafas de água foram abolidas e substituídas pela água da torneira. Nos quartos, muitos ecorooms construídos com materiais biodegradáveis, os caixotes exigem a separação do lixo e os ares condicionados só oscilam três graus centígrados. Mesmo que só cumpra estes requisitos por uns dias, o turista pode importar o conceito para o seu país. Este como tantos outros que fazem da Suécia um dos países ambientalmente mais avançados do mundo.
Diario de Noticias
domingo, 4 de maio de 2008
Navio achado na Namíbia pode ser nau da rota das Índias
Um relatório sobre as notícias e as fotografias que inundaram a Internet a propósito de um navio antigo encontrado ao largo da costa da Namíbia, possivelmente português, foi entregue a semana passada ao vice-presidente do Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (Igespar) do Ministério da Cultura.O autor do documento, arqueólogo especializado e chefe da divisão da arqueologia náutica e subaquática do Ministério da Cultura, Francisco Alves, assim o decidiu, porque considerou que "o Governo português deve estar habilitado a tomar as decisões que achar convenientes", revelou ao DN o responsável.É importante nesta altura acautelar a hipótese do navio ser português, garantindo que a peritagem feita no local possa ser acompanhada de especialistas nacionais. "Portugal ratificou a Convenção da Unesco em 2001 sobre a protecção do património cultural subaquático e, portanto, tem legitimidade para exigir as normas do estado da arte, das boas práticas e da ética aplicada a este tipo de bens. A grande arma do nosso País é pedir que os seus navios não sejam alvo de pilhagem". Francisco Alves coloca a hipótese do navio descoberto ser uma nau portuguesa que regressava da Índia. "Uma das moedas que vem nas fotografias foi investigada e comparada na numismática portuguesa. Concluiu-se que é posterior a Outubro de 1525, e seria pela cunhagem da moeda, do reinado de D. João III", assegura o arqueólogo subaquático, acrescentando que o naufrágio só poderia ter sido posterior a essa data.Hipótese de ser uma nauVários achados foram encontrados na zona marítima que entretanto foi posta sob vigilância para evitar a proximidade dos "caçadores de tesouros": duas mil presas de elefantes, lingotes de cobre e canhões de retrocarga e astrolábios. "O cobre servia para lastro dos navios. Já a especificidade dos canhões, carregados pela culatra, revela estarmos perante canhões portugueses típicos do século XVI. Ainda há muito para se saber sobre o navio, nomeadamente o país de bandeira, mas eu colocaria a hipótese de se tratar de uma nau que regressava da Índia".Se assim for a descoberta tem valor incalculável. "Seria excepcional estarmos perante uma carreira da Índia que está no âmago da Expansão Portuguesa", diz o responsável.Francisco Alves chama a atenção para o facto da equipa estrangeira que está a dar apoio na Namíbia não ser constituída por pessoas habilitadas e peritas em modelos específicos de arqueologia náutica".Por outro lado, o arqueólogo português percebeu, pelos comunicados da empresa prospectora de diamantes que fez a descoberta, que eles estão abertos à colaboração. Mas até ontem ao fim da tarde, segundo Eduardo Saraiva, porta-voz da Secretaria de Estado das Comunidades, "não houve qualquer contacto oficial com a embaixada portuguesa na África do Sul."Recorde-se que o achado foi feito por uma expedição de geólogos envolvida numa prospecção de diamantes na costa sudoeste da Namíbia que pertence a uma empresa sul-africana, De Beers, que possui uma joint-venture com o governo daquele país africano, através da Namdeb Diamond Corporation.A descoberta foi divulgada no passado dia 1. Em breve, de acordo com informações da De Beers, o governo namibiano, através do seu Conselho da Herança Nacional e os arqueólogos, darão uma conferência de imprensa.
Diário de Notícias
04-05-08
Diário de Notícias
04-05-08
Urge a tomada de medidas para salvar o Montado!
Fórum ibérico quer legislação em defesa do montado. O fórum ibérico em defesa do montado apelou hoje aos governos português e espanhol para criarem legislação específica que inclua apoios aos produtores e reconheça as particularidades daquele ecossistema, que está a ser afectado por uma mortalidade «anormal».
«Se os governos português e espanhol não actuarem rapidamente e se não criarem legislação específica, o montado tem os dias contados e vai desaparecer», alertou o presidente do Fórum Para a Defesa e Conservação do Montado - ENCINAL, José Luis García-Palacios.
O responsável falava num colóquio de apresentação do fórum em Portugal e que se realizou hoje na Ovibeja, o maior certame agro-pecuário do Sul do país a decorrer até domingo, no Parque de Feiras e Exposições de Beja.
Segundo o presidente do fórum, Portugal e Espanha devem criar legislação específica que proteja e «reconheça a personalidade própria» do montado, «entendido como um ecossistema produtivo e não apenas como uma zona onde há azinheiras e sobreiros».«Em toda a bacia do Mediterrâneo há azinheiras e sobreiros, mas, só por si, não são montado. O montado é um ecossistema misto de exploração agropecuária e silvopastoril único e exclusivo na Península Ibérica», frisou.
Diário Digital
«Se os governos português e espanhol não actuarem rapidamente e se não criarem legislação específica, o montado tem os dias contados e vai desaparecer», alertou o presidente do Fórum Para a Defesa e Conservação do Montado - ENCINAL, José Luis García-Palacios.
O responsável falava num colóquio de apresentação do fórum em Portugal e que se realizou hoje na Ovibeja, o maior certame agro-pecuário do Sul do país a decorrer até domingo, no Parque de Feiras e Exposições de Beja.
Segundo o presidente do fórum, Portugal e Espanha devem criar legislação específica que proteja e «reconheça a personalidade própria» do montado, «entendido como um ecossistema produtivo e não apenas como uma zona onde há azinheiras e sobreiros».«Em toda a bacia do Mediterrâneo há azinheiras e sobreiros, mas, só por si, não são montado. O montado é um ecossistema misto de exploração agropecuária e silvopastoril único e exclusivo na Península Ibérica», frisou.
Diário Digital
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